terça-feira, 20 de abril de 2010

Entrevista - Caramel


Nome: Amanda Onishi (Caramel)
Idade: 20 anos
Local : Itajaí
Estilo: Gyaru

Para você o que é ser gal ?
Ser gal para mim é primeiramente ser você mesma e se vestir bem. Ser gal é quebrar um pouco as regras, é extrapolar um pouco a moda comum, é ter muita atitude.

Como conheceu a moda gal ?
Foi lendo um mangá, lembro de ter visto alguma referência em algum lugar sobre as kogals e fui atrás de informações sobre a tribo, acabei conhecendo as manbas e me apaixonando por gyaru em geral.

Quando começou a se vestir assim ?
Faz alguns meses. Comprei primeiro a maquiagem, fui treinando maquiagem pesada nos olhos, depois algumas experimentações com roupas e aqui estou eu.

Qual seu estilo favorito ?
Gosto muito de todas as subculturas de gyaru, posso citar ganguro, manba e as versões mais recentes de gyaru como minhas preferidas, gosto muito do estilo de look da Egg e da Popteen (revistas). Para meus visuais me inspiro em sweet kei, erotic kawaii e rokku dependendo da ocasião.

Onde consegue suas roupas? Tem facilidade para encontra-las? O que pensa sobre o preço delas?
Eu compro em lojas da região, lojas de departamento, mas também compro muita coisa online, principalmente do Japão. Não tenho tanta facilidade assim para encontrar produtos interessantes, sempre há o básico, mas uma peça mais específica de algum trend gyaru você dificilmente encontra no Brasil, é preciso garimpar muito. Os preços são bem acessíveis quando são peças daqui, mas o que eu importo do Japão normalmente é muito caro, não ligo muito, é um investimento em mim, na minha auto-estima e na minha felicidade.

Quem são suas inspirações ?
Muitas gyarus. Tsubasa, Kumicky, Romihi e a Aina Tanaka principalmente. Me inspiro demais na Kana Nishino também e nos snapshots de gyarus japonesas. Das western gyarus minhas maiores inspirações são a Monica, todas as Diamond Girls e mais algumas.

Onde costuma ir para se encontrar com outras gals?
Outras gyarus só em São Paulo ou em outras regiões. Aqui onde moro sou uma gyaru solitária.

Qual a relação entre as gals e o parapara? Você gosta?
O ParaPara e os outros tipos de para já foram grandes na cultura gyaru como estilos de música e dança que eram referências de gyaru, muitas gals passavam horas dançando, participavam de eventos e organizavam eventos de parapara, mas até onde se sabe atualmente não é grande entre as gals. Eu já dancei um pouco, mas não sou super fã, acho legal e divertido.

E o preconceito, existe?
Preconceito existe em todos os lugares e com todas as tribos sem exceção, faz parte, não deixo de ser feliz nem uso preconceito como desculpa para não usar o que gosto.

Acha que essa cultura vai crescer no Brasil?
Eu acredito muito em gyaru, mas, para ser sincera, não é uma cultura grande em outros países, é maior do que aqui, mas as comunidades são quase sempre pequenas se comparadas a outros estilos japoneses. Eu espero que cresça, e que novas pessoas interessadas apareçam.

Uma dica para quem quer conhecer mais a moda gal.
Pesquise bastante, baixe revistas como Egg, Popteen, Ranzuki, Jelly, Happie Nuts, SCawaii, Ageha e muitas outras. Observe snapshots atuais de gyarus japonesas, entre no site de Shibuya 109 e pesquise sobre os estilos das lojas, tome muito cuidado com as fontes de informação.


1 comentários:

Meissaah disse...

aaaah que blog tudooooooo!!!!
agora vai ter supercon aqui no recife e eu to fazendo minha roupinha de erololii! ^^
vi num mangá essa história de gal (mais precisamente a Nobara de Galism, um mangá que eu AMOOO!!) um dia eu farei a minha amada Nobara-chaaaaaan!